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terça-feira, 5 de agosto de 2014
sábado, 21 de dezembro de 2013
DOC: Não Matarás - os animais e os homens nos bastidores da ciência
Não Matarás é um documentário brasileiro produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre experimentação em animais e suas consequências para os próprios animais, para o homem, para a educação e para o mercado.
Produtos de limpeza, cosméticos, drogas. Um olhar abrangente sobre um sistema que mata mais do que salva. Os testes que põem em risco a sua saúde e ceifam a vida de milhões de animais.
Será necessário? O uso de animais no ensino, o medo dos estudantes em expressar sua rejeição a esses métodos cruéis, a continuidade de um pensamento acadêmico já ultrapassado. Filósofos, cientistas e ativistas revelam o que é mantido em segredo.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Documentário: Terráqueos (Earthlings)

Terráqueos (Earthlings) - É um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra o nosso completo desrespeito para com os assim chamados "provedores não-humanos". Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui trilha sonora composta pelo artista Moby. Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria do desporto e entreterimento, e finalmente na carreira médica e científica, TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar. Impactante, informativo e provocando reflexões, TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais. TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!
DOCUMENTÁRIO COMPLETO
fonte: http://www.terraqueos.org/
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Intervenções Marginais (Agosto 2013)
Intervenções Marginais (Agosto de 2013)
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09/08 - Mostra de vídeo (Vida de Cavalo) as 20h, no auditório do CCSA na Cental de Aulas da UEPB
17/08 - Sarau Poético na Praça da Morgação as 19h.
30/08 - Dia de Cultura Punk - Gig com as bandas: Kontaminação , Destruir//Construir, Delirium Tremens, Gattunxs e Angustia No.
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Banquinha de material libertário
Lançamento dos Zines:
Heresia Coletiva #3
Cruelity Zine #8
Venda de Rango Vegan
Troca de idéias
Campina Grande, Paraíba - Brasil
Agosto de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Não Humano (zine pra download)
Fanzine NÃO HUMANO para download números 1,2 e 3. Observação, a impressão segue a sequência da digitalização, portanto é só imprimir que o fanzine já estará pronto para xerocar e distribuir para quem tiver interesse.... (D.I.Y.).
O fanzine Não Humano é editado e produzido por Lorene Dias, e já se encontra na sua 3º edição. O mesmo está inserido na contracultura desse lugar e visa informar e refletir sobre a postura alimentícia vegetariana associada a práticas de cunho libertário. Em formato de fanzine possui características do D.I.Y (faça você mesmo), prezando por ser um veículo autônomo e buscando agregar forças semelhantes na luta anti especista. Aberto a críticas e distante de dogmas, o Não Humano, fornece espaço para divulgação de tantas outras atividades que se assemelhem a sua causa, como também, a pessoas que queiram contribuir na sua elaboração, com sugestões, textos, poesias, artigos, desenhos e etc. É também uma intervenção no espaço da “normalidade” social, desconstruindo verdades falaciosas e indicando, sob o viés da informação contracultural a possibilidade de uma vida alternativa, contrária ao modelo, ou mesmo, os padrões capitalista.
Campina Grande – PB
O fanzine Não Humano é editado e produzido por Lorene Dias, e já se encontra na sua 3º edição. O mesmo está inserido na contracultura desse lugar e visa informar e refletir sobre a postura alimentícia vegetariana associada a práticas de cunho libertário. Em formato de fanzine possui características do D.I.Y (faça você mesmo), prezando por ser um veículo autônomo e buscando agregar forças semelhantes na luta anti especista. Aberto a críticas e distante de dogmas, o Não Humano, fornece espaço para divulgação de tantas outras atividades que se assemelhem a sua causa, como também, a pessoas que queiram contribuir na sua elaboração, com sugestões, textos, poesias, artigos, desenhos e etc. É também uma intervenção no espaço da “normalidade” social, desconstruindo verdades falaciosas e indicando, sob o viés da informação contracultural a possibilidade de uma vida alternativa, contrária ao modelo, ou mesmo, os padrões capitalista.
Campina Grande – PB
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Pelo fim da exploração de animais de tração.
Mobilização pela inclusão social dos carroceiros e pelo fim da escravidão dos animais de tração.
Local: Praça da Bandeira
Data: 28 e 29 de maio de 2013
Horário: 8h às 17h
Campina Grande, Paraíba - Brasil.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
OKUPE-SE (à praça!) - 31/08/12
Agosto de 2012, época de mais um espetáculo da farsa eleitoral. Ao invés de se vestir de verde, amarelo, vermelho ou azul, porque não parar para pensar um pouco e se negar? Venha se okupar de informações libertárias em oposição à mídia corporativa, dançar, se expressar, se divertir e se negar a ser mais um reprodutor de discurso massificador. Mate aula, gazeie o trabalho, saia do castigo e do jugo do pai, do patrão, do padre... Traga seu(s) instrumento(s), comida, bebida e venha vadiar!
As praças não são meras vias de passagem para correria entre o trabalho e horário de almoço. Reza a lenda que ela já foi um espaço dedicado ao fortalecimento dos laços de amizades.
OKUPE-SE (à praça!)
Campina Grande, PB - Brasil
Data: 31/08/2012
Local: Praça da Morgação
a partir das 14h
- Feira de Zines e Material Libertário
- Sarau Poético
- Venda de Rango Vegan
- Doação de Mudas de plantas
Lançamento do Zines:
Heresia Coletiva #2
Não Humano #2
Tragam seu instrumento, comida, bebida e venha vadiar.
Heresia Coletiva
domingo, 5 de agosto de 2012
Animais: Comece defendendo os que são vítimas de seu almoço.
Estar ou não do lado da defesa da vida é uma única posição que o quanto antes for tomada, maiores serão os benefícios alcançados. As injustiças existem nas mais diferentes vertentes, e isso é facilmente visto por qualquer um de nós, aqui mesmo, em nossos dias.
A base de toda boa relação com o meio-ambiente é formada, antes de tudo, pelo respeito que se deve ter a todo ser vivo.
Essa luta deve ser iniciada e não se deve medir esforços para alcançar, pelo menos, o conhecimento.
Virar as costas para as atrocidades sempre será mais fácil do que nos questionarmos até encontrarmos soluções viáveis para o fim real das injustiças causadas por nós. E até que não criemos uma base sólida de respeito com a mínima forma de vida, jamais terems respeito a nós mesmos.
Hoje em dia, é comum assistirmos a criação, quase que diária, de associações e/ou grupos contra as mais diversas modalidades de violência. E tudo que se espera de um ativista, é que no mínimo, partilhe das propostas daquela vertente. Mas, por outro lado, não são raras as vezes em que nos deparamos com grandes paradoxos e incoerências, muitas vezes facilmente evitáveis.
Onde, por exemplo, encontra-se a coerência de se levantar uma bandeira apoiando a NÃO VIOLÊNCIA, sendo que, dia após dia, incitamos a violência, desde nosso relacionamentos com nossos semelhantes ate o cadáver que descansa em nossos prato?
O mesmo ocorre em relação a defesa que se faz em torno dos inocentes, sejam eles racionais ou não.
Não são raras as vezes, ainda, que nos depramos com pessoas que se dizem defensoras da Libertação Animal, mas que após um bom discurso corre para reservar seu lugar em uma churrascaria.
Existem ainda pessoas que pregam a Libertação Animal, mas que usam couro, mel, lã ou produtos que tenham sido testatos nos mesmos animais que dizem defender.

A coerência de toda proposta de mudança está justamente em abraçarmos a causa de forma sincera e transparente. A verdadeira luta em defesa de um mundo menos violento, não esta só em defender baleias ou focas que vivem a milhares de quilômetros, mas sim em mudarmos realidades muito mais próximas de nós...
A verdadeira Luta em defesa dos animais ou da não-violência começa com atos simples como questionar o seu próprio almoço e o que lhe serve de alimento!
Comece a defender os animais, antes de tudo não os comendo!
"Pois: quem come também mata! "
VEGANSTAFF.org
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Relato: Okupe-se (09/06/12)
Relato do evento "OKUPE-SE: contra as vozes da razão".
Que ocorreu no dia 09/06/2012 na cidade de Campina Grande, Paraíba - Brasil.
Na Ocupação do Cine São José
Na Ocupação do Cine São José
Divulgação do evento - link
Voltando aqui para mais um relato sobre as atividades do Heresia Coletiva que ocorreram na Ocupação do Cine São José, para mostrar que não sera as vozes que proclamam suas razões absolutas, que prendem ideias e proporcionam desafios para os meros mortais. Ocuparmos um dia todo com atividades, troca de ideias , exposição de arte marginal, lançamento de zines e livro independente, para mostrar que não existe fronteiras entre as ideias, pessoas de vários estados e regiões do país juntos em um momento tão especial.
Estamos observando que a volta das atividades na Ocupação, tem deixado muita gente irritada. Por coincidência ou não, novamente uma semana antes do evento que já estava sendo divulgado com 1 mês de antecedência, nos aparecem os fantasmas do governo junto de seus representantes que se dizem a favor da cultura para ameaçar mais uma vez as ações e atividades no espaço.
Nos reunimos e discutimos o futuro do evento , então se decidiu continuar com o planejado, todas as atividades marcadas continuariam a ser realizadas.
Chegando no sábado, ainda tinha um clima de apreensão, mas não foi motivo para nos abalar.
Logo cedo, no horário marcado, já tinham pessoas na frente do espaço. Apos uma limpeza rápida, montamos tudo, a mesa com zines, onde novos zines foram lançados no dia. Algo que esta me deixando bastante contente é esses novos lançamentos de zines que vem ocorrendo periodicamente aqui na cidade, diferentes grupos de indivíduos afim de movimentar algo e não deixar seus textos dentro de gavetas sendo cobertos por poeira.
Então, ali conversas iam acontecendo, pessoas se conhecendo.
Estávamos esperando a chegada de Cristiano do Rio e do pessoal da Egrégora de Salvador, que estavam vindo de outra cidade de rolé pelo nordeste.
Então ocorreu o lançamento do livro Câmera Lenta e da exposição de arte marginal.
Então é chegada a hora que todos estavam esperando, o momento de comer um rango vegan e deixar todos felizes com deliciosas comidas. Combinamos por tanto de levarmos comidas diferentes para as pessoas que não tem tanto contato com a dieta vegan pode-se ver como nos alimentamos bem, com delicias sem causar nenhuma dor e sofrimento a nenhum ser.
Na parte da tarde, resolvemos ir para a parte de trás da ocupação, onde tem um grande quintal e o clima la é mais agradável.
Então, ocorreu o bate-papo sobre literatura independente, onde vimos como fazer, mesmo sem incentivos uma produção totalmente faça-você-mesmo , a autonomia do seu cotidiano.
Onde rolou um bate-papo entre os integrantes da banda Egrégora (de Salvador), o escritor Cristiano Onofre (do RJ) e a galera do Heresia Coletiva. A reunião rolou de forma tribal e não formal. Pessoas agachadas em meio as ervas teimosas nascidas no chão duro do velho Cine São José.
Cristiano falou um pouco de sua vida, suas experiências literárias e a influência DIY em suas produções. Um dos pontos mais interessantes de sua fala foi quando nos disse que começou a escrever seus contos e textos em zines de sua autoria..
Já a banda Egrégora nos relatou sua experiência em Okupas e espaços autônomos, e deu alguns toques valiosos e esclarecedores sobre a realidade e a dinâmica de uma okupa.
Desde um ato de escrever um zine, de produzir um livro sem fins lucrativos e movimentar espaços autônomos as dificuldades e desafios que pode encontrar no caminho. Mas o que nos fortalece é saber que existe mais e mais pessoas que pensam e tem aquela energia para passar pra frente. A autonomia de cada uma no seu dia-a-dia, para nunca deixarmos atitudes externas abalar os envolvimentos e o sentimento de produzir.
Essa parte da tarde foi bem prazerosa e descontraída.
Depois de todo esse dia movimentado, chegou a noite, alguns foram se alimentar para a noite que ainda estava por começar e outros foram andar pela cidade.
Na parte da noite que foi reservada para o momento de descontração, diversão, alegria e relaxar. Uma tocada com as bandas de amigos, uma noite bem divertida e de longas risadas. A muito tempo que eu não tinha um dia tão produtivo assim e divertido.
E tudo isso que ocorreu, foi algo muito especial, foi intenso, rápido, ótimas companhias, que fazem tudo isso a cada dia valer mais e mais.
A todxs que compareceram (e aos que não foram), aos que participaram diretamente e indiretamente disso tudo. Que passar por um final de semana desses, acordar ainda cansado e com um sorriso no rosto, sempre espero encontrar pessoas que deixem esse tipo de sentimento.
Ao pessoal de João Pessoa, Campina Grande, Salvador, Rio de Janeiro, Natal, Esperança, Lagoa de Roça, etc.
relato por: Luan e Junior
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Pelo fim da crueldade em nome da ciência
Por vespa
A alegação mais comum para defender estas práticas é a de que seres humanos e animais domésticos são diretamente beneficiados por tais ações. Defende-se que, sem as pesquisas em animais, na atualidade o ser humano não disporia de vacinas, técnicas de transplantes, anestesias, nem das drogas que pretensamente tratam as diferentes doenças. As conseqüências disto seriam um declínio em nossa qualidade de vida, além de diminuição em nossa longevidade. Estas alegações são, no entanto, enganosas. Ocorre que, embora exaustivamente testados e aprovados em animais, todos os tratamentos acima enumerados se mostraram falhos, em sua fase de testes, em produzir efeitos promissores em seres humanos. Muitos deles, apesar da segurança comprovada em animais, produziram efeitos colaterais, e muitas vezes morte, em seres humanos.
Os experimentos prévios, realizados em animais, teriam a pretensa função de impedir que os primeiros seres humanos submetidos a determinado tratamento se tornassem “cobaias” da ciência. O que de fato ocorre, no entanto, é que experimentos em animais simplesmente são conduzidos para amenizar as responsabilidades de laboratórios que lançam no mercado drogas que mais tarde poderão vir a prejudicar seres humanos. É grande o número de drogas aprovadas pela FDA (o órgão responsável por permitir a comercialização de drogas e alimentos nos EUA) que são recolhidas das prateleiras no prazo de um ano após sua colocação no mercado. O motivo deste recolhimento é a detecção de efeitos colaterais na população humana, efeitos estes que não haviam sido detectados em testes em animais. Da mesma forma, embora a tecnologia de transplantes tenha sido toda desenvolvida com base na experimentação animal, os primeiros seres humanos submetidos a estas técnicas padeceram. Foi com base nessas experiências de transplante em seres humanos que deram errado, e não os estudos em animais, que se desenvolveram as técnicas de transplante de que dispomos hoje. Pode-se, então, deduzir que “cobaias” verdadeiras são seres humanos, sendo os animais meros adjuvantes de nossa crueldade.
Com efeito, parece curioso que poucas pessoas se questionem se realmente somos assim tão “dependentes” de todos estes tratamentos e supostos benefícios oferecidos pela medicina moderna. A indústria farmacêutica obtém seus lucros da venda de remédios, e por isso necessita convencer o cliente de que seus produtos são vitais para sua qualidade de vida. Trata-se de um negócio dos mais lucrativos, e como todo bom negócio, esta indústria se organiza em lobbies. Estes lobbies não limitam sua atuação apenas aos consultórios médicos, eles influenciam as políticas de virtualmente todos os governos, a educação formal e, por conseguinte, a forma como a população vê seus produtos.
Esforços são continuamente feitos para convencer a população de que o aumento em nossa expectativa de vida tem relação direta com a enorme disponibilidade de drogas e tratamentos de que dispomos atualmente. Curioso que fatores tais como melhores condições de moradia, de higiene, abastecimento de água limpa, saneamento, segurança alimentar, etc, fatores estes que também passaram a preponderar nas últimas décadas, são frequentemente negligenciados nesses informes em relação à nossa melhor qualidade e maior expectativa de vida.
Mesmo entre seres humanos a extrapolação e generalização de dados mostra-se uma atividade perigosa, devido às variações genéticas que ocorrem dentro das próprias populações humanas. Drogas que se mostram efetivas para uma determinada parcela da população podem não ter qualquer efeito, ou no pior dos casos pode significar efeitos adversos, em outra parcela da população. Com efeito, admite-se que as drogas presentes no mercado são efetivas apenas para 30-50% da população. Daí concluir-se que mesmo o ser humano não representa modelo adequado para a pesquisa de medicamentos para a espécie humana. Outrossim, há que se criar drogas específicas com base na ciência genômica.
Por este motivo afirmamos a completa inutilidade científica da experimentação animal, como também nos preocupa que esta seja a base na qual apoiamos nossa ciência. Esta metodologia conduz ao erro, ao atraso, a dados errôneos, á má-interpretação, à incoerência, ao desperdício de vidas, humanas e animais. Desta forma, propomos a abolição da vivissecção em todos os seus níveis, bem como sua substituição por uma ciência mais humanitária e que se baseie em métodos que não utilizem animais, denominados métodos substitutivos.
Esta semana
está acontecendo em todo o país ações pelo fim da utilização de animais em
testes científicos, o que além de cruel e antiético, é algo de extrema
ineficácia. Estas ações culminarão na II Manifestação Nacional Anti-Vivissecção
e Experimentação Animal, que acontecerá em 50 cidades do Brasil no dia 28 deste
mês (próximo sábado). Campina Grande é uma destas cidades.
Os testes em
animais são realizados por empresas farmacológicas, de cosméticos e na área de
saúde em geral. Universidades também costumam realizar esta prática (apesar de
a tendência em grande parte da Europa e nos Estados Unidos ser de abolição
destes métodos desnecessários e ultrapassados serem abolidos). Os testes podem
consistir de aplicação de substâncias químicas ou de condicionamentos ou a
chamada vivissecção. Vivissecção consiste em utilizar animais vivos abrindo
suas peles, seus organismos, dissecando-os, implantando aparelhos, com o
propósito de realizar estudos anátomo-fisiológico. Em latim vivus significa “vivo” e sectio, “corte”, ou seja, cortar
(dissecar) um ser com vida.
As
atividades por aqui se iniciaram hoje com exposição, distribuição de materiais
e trocas de ideias no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade
Estadual da Paraíba. No local funcionam os cursos de Farmácia, Fisioterapia,
Odontologia, Psicologia e Enfermagem e todos realizam testes em animais. Houve
debate com alunos pela manhã e início da tarde.
Para quem
desejar entender o motivo da oposição a estes métodos, as alternativas para não
se realizar estes experimentos e para quem desejar se informar sobre o assunto,
segue a programação completa de Campina Grande e um texto do biólogo e ativista
Sérgio Greif.
II Manifestação Nacional Anti
Vivissecção e Experimentação Animal
Campina Grande, PB – 2012
Campina Grande, PB – 2012
25/04 -
Mobilização no CCBS da UEPB (pela manhã - a partir das 09h)
27/04 - Mobilização na Praça da Bandeira (manhã e tarde - das 09h às 17h)
28/04 - Evento no auditório de administração da uepb, com exibição de filme e debate (às 15h)
28/04 - Gig punk anti vivissecção no vitrola bar (às 21h)
Exposição, distribuição e venda de material acerca de especismo e experimentação científica
Realização: AILA (Ações Independentes de Libertação Animal)
Apoio: Fórum Municipal de Bem-estar Animal (Campina Grande) e PAV (Proteção Animal e Vegetarianismo)
Manifesto contra a Vivissecção
Sergio Greif
27/04 - Mobilização na Praça da Bandeira (manhã e tarde - das 09h às 17h)
28/04 - Evento no auditório de administração da uepb, com exibição de filme e debate (às 15h)
28/04 - Gig punk anti vivissecção no vitrola bar (às 21h)
Exposição, distribuição e venda de material acerca de especismo e experimentação científica
Realização: AILA (Ações Independentes de Libertação Animal)
Apoio: Fórum Municipal de Bem-estar Animal (Campina Grande) e PAV (Proteção Animal e Vegetarianismo)
Manifesto contra a Vivissecção
Sergio Greif
Vivissecção
é a prática cruenta de utilização de animais vivos com propósitos
experimentais. Animais como camundongos, ratos, porquinhos-da-índia, hamsters,
coelhos, sapos, aves, cães, gatos, macacos e animais de fazenda são submetidos
a diferentes procedimentos destrutivos, tanto fisicamente quando
psicologicamente. São exemplos destes procedimentos: realização de cortes e
amputações, muitas vezes sem anestesia; ingestão, inalação ou injeção forçada
de substâncias tóxicas; privação de água e alimentos ou de convívio social;
condicionamento a determinadas reações mediante eletrochoques ou queimaduras;
extração de materiais biológicos, etc.
A alegação mais comum para defender estas práticas é a de que seres humanos e animais domésticos são diretamente beneficiados por tais ações. Defende-se que, sem as pesquisas em animais, na atualidade o ser humano não disporia de vacinas, técnicas de transplantes, anestesias, nem das drogas que pretensamente tratam as diferentes doenças. As conseqüências disto seriam um declínio em nossa qualidade de vida, além de diminuição em nossa longevidade. Estas alegações são, no entanto, enganosas. Ocorre que, embora exaustivamente testados e aprovados em animais, todos os tratamentos acima enumerados se mostraram falhos, em sua fase de testes, em produzir efeitos promissores em seres humanos. Muitos deles, apesar da segurança comprovada em animais, produziram efeitos colaterais, e muitas vezes morte, em seres humanos.
Os experimentos prévios, realizados em animais, teriam a pretensa função de impedir que os primeiros seres humanos submetidos a determinado tratamento se tornassem “cobaias” da ciência. O que de fato ocorre, no entanto, é que experimentos em animais simplesmente são conduzidos para amenizar as responsabilidades de laboratórios que lançam no mercado drogas que mais tarde poderão vir a prejudicar seres humanos. É grande o número de drogas aprovadas pela FDA (o órgão responsável por permitir a comercialização de drogas e alimentos nos EUA) que são recolhidas das prateleiras no prazo de um ano após sua colocação no mercado. O motivo deste recolhimento é a detecção de efeitos colaterais na população humana, efeitos estes que não haviam sido detectados em testes em animais. Da mesma forma, embora a tecnologia de transplantes tenha sido toda desenvolvida com base na experimentação animal, os primeiros seres humanos submetidos a estas técnicas padeceram. Foi com base nessas experiências de transplante em seres humanos que deram errado, e não os estudos em animais, que se desenvolveram as técnicas de transplante de que dispomos hoje. Pode-se, então, deduzir que “cobaias” verdadeiras são seres humanos, sendo os animais meros adjuvantes de nossa crueldade.
Com efeito, parece curioso que poucas pessoas se questionem se realmente somos assim tão “dependentes” de todos estes tratamentos e supostos benefícios oferecidos pela medicina moderna. A indústria farmacêutica obtém seus lucros da venda de remédios, e por isso necessita convencer o cliente de que seus produtos são vitais para sua qualidade de vida. Trata-se de um negócio dos mais lucrativos, e como todo bom negócio, esta indústria se organiza em lobbies. Estes lobbies não limitam sua atuação apenas aos consultórios médicos, eles influenciam as políticas de virtualmente todos os governos, a educação formal e, por conseguinte, a forma como a população vê seus produtos.
Esforços são continuamente feitos para convencer a população de que o aumento em nossa expectativa de vida tem relação direta com a enorme disponibilidade de drogas e tratamentos de que dispomos atualmente. Curioso que fatores tais como melhores condições de moradia, de higiene, abastecimento de água limpa, saneamento, segurança alimentar, etc, fatores estes que também passaram a preponderar nas últimas décadas, são frequentemente negligenciados nesses informes em relação à nossa melhor qualidade e maior expectativa de vida.
Por outro
lado, a compreensão de que dados obtidos experimentalmente de animais não podem
ser extrapolados para seres humanos é simples: Ainda que partilhemos muitas
características fisiológicas e metabólicas com os demais animais, é através das
diferenças que as individualidades se manifestam. Desta forma, o organismo do
ser humano não pode ser visualizado como o organismo do rato 200 vezes mais
pesado; a dose letal de uma determinada substância para o rato não poderia ser
determinada para o ser humano simplesmente multiplicando seu valor por
duzentos. Ratos podem ser imunes a grandes quantidades de determinadas
substâncias as quais com poucas gramas poderia se levar um ser humano saudável
ao óbito. Drogas que produzem determinados efeitos em determinados animais
podem produzir efeitos completamente diferentes em animais de outras espécies.
Nem mesmo animais cujo metabolismo aparentemente se assemelha mais ao de seres
humanos, como macacos e porcos, são bons modelos de experimentação, porque no
que se refere a este assunto, não existe qualquer linearidade que confira
cientificidade à extrapolação.
Mesmo entre seres humanos a extrapolação e generalização de dados mostra-se uma atividade perigosa, devido às variações genéticas que ocorrem dentro das próprias populações humanas. Drogas que se mostram efetivas para uma determinada parcela da população podem não ter qualquer efeito, ou no pior dos casos pode significar efeitos adversos, em outra parcela da população. Com efeito, admite-se que as drogas presentes no mercado são efetivas apenas para 30-50% da população. Daí concluir-se que mesmo o ser humano não representa modelo adequado para a pesquisa de medicamentos para a espécie humana. Outrossim, há que se criar drogas específicas com base na ciência genômica.
Por este motivo afirmamos a completa inutilidade científica da experimentação animal, como também nos preocupa que esta seja a base na qual apoiamos nossa ciência. Esta metodologia conduz ao erro, ao atraso, a dados errôneos, á má-interpretação, à incoerência, ao desperdício de vidas, humanas e animais. Desta forma, propomos a abolição da vivissecção em todos os seus níveis, bem como sua substituição por uma ciência mais humanitária e que se baseie em métodos que não utilizem animais, denominados métodos substitutivos.
segunda-feira, 26 de março de 2012
A VACA FALTANTE! - venda de comida vegan
A Vaca Falante! nasce de novo, para espalhar a ideologia da vida sem crueldade, tanto na mesa, quanto nos outros cômodos da casa, no carro, no ônibus, na escola e no show de Rock. A Vaca Falante é itinerante, tipo cigano, e não tem endereço fixo, isso quer dizer que ela pode estar em qualquer lugar do mundo. A Vaca Falante é bonita e não gosta de dor, respeita a vida e é charmosa, não gosta de Deus nem de gente fardada. Comida gostosa, saudável e livre de crueldade.
Fazendo coisas simples como vegan-burgueres, kibes, esfihas e coxinhas, tudo por encomenda. Então, quem tiver interesse, é só entrar em contato pra ter ideia de preços. Besos, queridos.
A Vaca Falante! vai estar em todas, ou quase todas as nossas atividades do Heresia Coletiva.
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